Não é crime passional, nem mera questão textual: é Feminicídio. Basta! Não queremos mais chorar pelas mortes de Viviannys, Rebecas e Micheles: queremos mudanças. Vamos levar a discussão sobre feminicídio para cada canto da Paraíba! Assine a petição para cobrar ações efetivas de prevenção das mortes motivadas pela discriminação de gênero!

Assine a petição para que Ricardo Coutinho adote o protocolo da ONU na investigação dos feminicídios da PB

0 pessoas defendem a vida das mulheres paraibanas.
PARAÍBA FEMININA,
MULHER MORRE SEM PUDOR.

Rebeca foi assassinada pelo padrasto quando saiu para assistir aula. O corpo de Vivianny foi achado carbonizado numa mata. Cinco mulheres foram estupradas e duas morreram na “Bárbarie de Queimadas”. O que Rebeca, Vivianny e as "Mulheres de Queimadas" têm em comum? Todas morreram por serem mulheres.

Por causa de crimes assim, em 2015 foi sancionada a "Lei do Feminicídio", tipificando os homicídios cometidos "contra a mulher por razões da condição de sexo feminino". Enquanto um homicídio simples tem a pena de 6 a 20 anos de reclusão, o Feminicídio tem pena prevista de 12 a 30 anos.

Apesar de já existir nos BO's a subscrição de feminicídio, a PB ainda não dá a devida visibilidade ao tema. Isso redunda em dados de difícil acesso sobre casos de feminicídio, de outras etapas do ciclo de violência contra a mulher e o pior: mulheres culpadas pela própria morte.

Por isso, assine a petição para que Ricardo Coutinho crie um Grupo de Trabalho (GT) para estudar e quantificar mortes violentas de mulheres no estado, seguindo o Protocolo da ONU*. Os estudos servirão para processar e organizar dados sobre Feminicídio e serão destinados a aplicar as diretrizes nacionais para processar e julgar esses crimes. Já assinou?



“O PRIMEIRO PASSO PARA ENFRENTAR O FEMINICÍDIO É FALAR SOBRE ELE"
(Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil).
FEMINICÍDIO NA PARAÍBA






Diante de números como esses, “ou mesmo pela resistência em reconhecer este tema como um problema de política pública”, a Nota Técnica “Atlas da Violência 2016” avalia que “o debate em torno da violência contra a mulher por vezes fica invisibilizado”.


Fontes
- SESDS (Secretaria de Estado de Segurança e da Defesa Social)
POR QUE ENTRAMOS NESSA?

Todos os dias vemos a mídia noticiar casos de mortes violentas de mulheres. "Ela procurou"; "Ela não se deu valor"; "Foi crime passional", eles dizem. Mas nós viemos aqui para dizer em alto e bom som: Não é crime passional, é Feminicídio! Estamos diante de um problema grave em uma das épocas mais perigosas para se ser mulher em nosso Estado. É importantíssimo dar visibilidade a essas mortes de mulheres cis* e trans, crimes hediondos resultantes de uma cultura machista que oprime e tira a vida de tantas cidadãs paraibanas. A maioria das políticas públicas voltadas atualmente para a temática de violência contra a mulher tem foco na categorização e remediação do problema, não em sua prevenção. Só que informação é poder e essa campanha veio para mudar o rumo dessa história. É através da mobilização que chegaremos lá!

*Cis é prefixo latino, abreviação para cisgênero, significa 'do mesmo lado'. A pessoa cis é aquela que reivindica ter o mesmo gênero que o que lhe registraram quando ela nasceu.

Queremos menos vidas destruídas e histórias trágicas. Queremos mais mulheres empoderadas de seus direitos e vivas! Nós da Minha Jampa e Minha Campina acreditamos que uma Paraíba mais segura para as mulheres é mais segura para todo mundo. Precisamos de você para tornar esse avanço realidade!

Junte-se a nós! #IssoÉFeminicídioPB